Quem sou eu

Minha foto
Rio, Brazil
Oi, eu sou um ilustre desconhecido da mídia náutica, não dei nenhuma volta ao mundo, o máximo que já fiz foi navegar umas 400 milhas entre o Rio e Ilha Bela e arredores num Veleiro pequeno. Minha intenção é facilitar o entendimento da navegação para todo aquele que suba à bordo de qualquer embarcação. Este é o primeiro passo antes de entrar em um Curso de Navegação antes de se submeter às provas da Capitania para Habilitação de Amador. Portanto, se você quer aprender algumas coisas sobre navegação de maneira simples, ou vez por outra cambar pra bombordo em alguma tentativa de poesia: Seja Bem Vindo à Bordo!!! elmoromao@gmail.com

02/02/2012

Velejadores

Vamos cambar um pouco pra bombordo...

Velejadores....



Velejadores são criaturas de vários braços e um par de pernas que se deslocam rápido, mas de uma só cabeça;
parecem que por terem uma só cabeça só pensam em uma única coisa...
Velejadores são criaturas, mais do que octópodes, braços vários pra fazer variadas coisas, puxam cordinhas, cabinhos e cabos e, frenéticos, se lançam de um lado pro outro, pendulam, se debruçam e sempre parecem sedentos: gritam: água!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! água!!!!!!!!!!!
Velejadores são criaturas inquietas, a depender do vento não se acostumam a seguir uma reta, fazem zigue, zague, zigue, zague; como se não fosse o suficiente apenas chegar em algum lugar...
Velejadores são criaturas curiosas, estão sempre a olhar pros lados, um lado e outro; e como se não bastasse, olham pra cima; e como se não bastasse, olham pra cima irriquietos, de outro ângulo e pra outro lugar....
Velejadores são criaturas anfíbias, outros não, parecem que gostam de água mas sempre estão acima dela feitos peixes voadores que querem beber do vento e experimentar o ar de bolhas sem água
Velejadores? Somos criaturas eólicas, se não fosse o vento seríamos pó, que se esvai da mão e não desenha no vento uma forma, ou um verso, teimando em não traçar um sentimento escondido de asa, um sentimento escondido de peixe...
Velejadores, somos, criaturas de céu e de nuvem, mas só quando tem muitas nuvens, vigias de tufos de água vaporizada, eternos guardiões das tempestades...
Velejadores? Bebem o vento invisível, e como criaturas de vários braços e uma só cabeça, parecem que sabem ler no mapa do mar a direção daquilo que tentam beber quando de espelhado no azul quase translúcido se confundem sem nuvens...
Velejadores? Somos criaturas de vários braços, mas na realidade não pensamos em uma única coisa, todas as coisas pensamos e, de todas as coisas bebemos no indizível porque , velejadores somos, criaturas de vários braços, uma única cabeça e uma coisa enorme, materializada num só CORAÇÃO!!!!!!
Velejadores, todos, comandantes, proeiros e náufragos por si só; Bons Ventos nos levem... e nos tragam

09/12/2011

Uma Meia Lua no Céu, está Crescendo ou Minguando?

Todas as vezes que eu olhava um calendário, ou mesmo a tábua de maré (http://www.mar.mil.br/dhn/chm/tabuas/index.htm) via alguns símbolos da lua e não entendia se ela estava crescendo, minguando ou se estava cheia ou se era lua nova; o mesmo problema se dava olhando o céu. Aí o meu sábio Pai, meio astrônomo, meio guru e apaixonado por um tijolo e cimento me ensinou o seguinte:

1- Se a lua estiver com a forma de um "C" com a boca virada pra leste ela está crescendo
2- Se a boca estiver virada pra oeste está minguando

Então nunca mais tive dúvida. Na apresentação da tábua de maré é a mesma coisa, mas eu ainda tinha dúvidas quando era lua cheia ou lua nova; a lua cheia é brilhante clara, portanto a lua escura e redonda é a lua nova, sendo a lua cheia aquela clara sem preenchimento. Lembrando que estas luas influenciam e muito nas alturas das marés provocando o que chamamos de marés de Sizígea (as maiores amplitudes) e Quadratura (as menores amplitudes). as sízígeas possuem preamar maiores e baixamar menores e as de quadratura são o inverso.
Abraço Grande!!!

15/11/2011

Nós e Voltas - Fazendo uma Alça em Cabo

Olá! vou inserir aqui o melhor texto que já vi sobre como fazer uma alça em cabo torcido de 3 fios, ótimo pra amarração em âncoras, espias para amarração cais-cunho do barco; é um texto do ESIO, não me recordo quando me mandou mas faço aqui a referência ao ótimo trabalho cujo crédito não posso me esquecer.


ALÇA COM COSTURA DE MÃO
Seguem os principais pontos para se fazer corretamente um alça em um cabo torcido de três cordões.
1. Comece falcaçando os três cordões do cabo, numerando-os 1, 2 e 3. Pode ser com tape para ficarmais fácil, o importante é torcer bem o cordão antes.


2. Passe o cordão 1 sobre uma cocha do vivo do cabo, na altura que se deseja a alça.

3. Passe o cordão 2 sob outra cocha do vivo do cabo, entrando aonde o cordão 1 está saindo. Note bem na figura abaixo como deve ser o resultado, pois esta passada é critica.

4. Vire o conjunto todo e passe o cordão 3 entrando aonde o cordão 2 está saindo. Note a forma que o cordão 3 está sendo passado, subindo e então descendo por baixo do cordão do vivo do cabo.

5. Vistas do 3 cordões corretamente passados conforme acima. Note que cada um dos cordões foi passado em baixo de um cordão diferente do vivo do cabo, saindo cada um a 120º do outro.



6. Recomece passando o cordão 1 abaixo da próxima cocha e depois continue sempre na mesma seqüência.

7. Complete pelo menos 5 passadas, sempre na seqüência correta. Puxe bem cada cordão após a passada. A aparência deve ficar como na figura que segue (que só tem 4 passadas...).

8. Embora possa ser deixada como no estágio anterior, a alça fica mais elegante se cortada as falcaças e queimada as pontas. Além disto, depois de queimadas as pontas ficam duras, impedindo que os cordões deslizem para dentro e que a alça se desfaça. O exemplo foi elaborado em menos de uma hora em um cabo de nylon de 22mm. Embora uma chave de fenda possa “quebra um galho”, é bom ter um passador (fid em inglês) quando o cabo é grosso e está bem cochado

17/10/2011

O Tempo e a Inspiração

Pessoal, tenho estado focado em alguns assuntos profissionais e andei e ando sumido daqui... mas eu volto!!! Aguardem!!! Enquanto isso podem rever as postagens mais antigas.... é sempre bom revisar...
Abraço Grande!!!
Elmo

12/08/2011

Estabilidade e o balanço do barco 2

olá... ando meio atolado pra postar as coisas aqui....putz! um dia isso acaba e aí coloco todos a bordo e posto diretamente no mar... que agora tá distante... to em sampa longe do meu Amor.... mas isso é outra história... rsrsrsrs!
Voltando ao assunto...

A flutuabilidade da embarcação é dada pelo equilíbrio das forças de deslocamento e empuxo; o deslocamento possui um ponto de onde a força de gravidade se concentra (ponto G) ops! Cuidado com este ponto...rsrsrs (tais pensando besteiras, não??)  pois se ele estiver muito alto na embarcação ela vai emborcar... o centro de gravidade quanto mais baixo melhor, ou seja, o ponto G quanto mais baixo é melhor, mantém o barco equilibrado... mas se for muitoo mais baixo... afunda; isso é fácil de perceber, experimente colocar todo mundo no convés do teu barco.. ele vai ficar meio bobo em qualquer ondinha... mas se vc colocar todos no ponto mais fundo do barco ele vai adernar menos, é por isso que veleiros carregam uma quilha cheia de chumbo, pra manter o centro de gravidade bem baixo.

Num barco temos que ter também uma reserva de flutuação, para o caso de alagar a cabine e as “cobertas abaixo”, mas como fazer isso? Basta que tenhamos compartimentos estanques acima da linha dágua. Estes compartimentos acima da linha dágua na máxima capacidade do barco chama-se borda livre, é uma borda de segurança.... vc já andou numa canoa do amazonas que a água fica a menos de 1 palmo da borda????? Vc certamente iria querer uma borda livre maior né? Mas no caso da canoa ela iria afundar pois não tem reserva de flutuação

Nos navios existe a indicação da linha máxima de carga representado por um círculo com um traço no meio (é o disco de Plimsol)

O centro de gravidade (ponto G) encontra-se em um ponto na vertical e varia de acordo com os pesos que colocamos a bordo, varia de acordo com o deslocamento e teremos um barco equilibrado se houver equilíbrio com o empuxo (força de baixo pra cima que faz o barco flutuar) este empuxo é função do volume da área submersa (obras vivas da embarcação) também chamada de CARENA (B). Este empuxo se concentra em um ponto chamado de centro de carena. A estabilidade de um barco se deve a essas 2 forças, G e B. um barco estável será aquele em que o centro de carena (B) esteja sempre o máximo possível perpendicular ao nível da água, entenda que se estivermos num marulho ou vaga, daquelas grandes e longas e o barco sempre se mantém com o centro B perpendicular ao líquido, que neste caso não estará na horizontal mas com algum ângulo devido ao marulho, então temos um braço estável... mesmo que ele pareça entortar quando o marulho passa; um barco que responde mais rápido a isto é um barco mais estável, ou seja: um barco cujo ponto de carena esteja sempre na perpendicular do eixo do barco com o líquido será um barco mais estável, mesmo que este barco esteja na vertical de uma onda que também esteja na vertical (exagerando um pouco). Um barco que balança mais é mais estável, desde que este balanço acompanhe sempre a perpendicular da onda... isso parece um contrassenso não? Ressalvadas as devidas proporções... um barco que balança mais num mar onde o líquido varia seu ângulo horizontal é mais estável... pois do contrário o marulho iria varrer o convés e alagar se ele se mantivesse na horizontal todo tempo.... pense nisso.... os medos que temos de barco balançando num mar de alto marulho são errôneos... o convés de um barco deve sempre estar paralelo com o líquido, mesmo que este líquido esteja com 10, 30, 40 graus de inclinação com relação à horizontal... esse é um bom  argumento pra nossos tripulantes...

é isso!!! semana que vem estamos na onda!
Abraço Grande!!!