Quem está no mar sempre precisa saber das condições do tempo para uma saída tranquila e, principalmente, por segurança da embarcação e das pessoas. Independente de questões ambientais sobre a mudança do clima e estas coisas do aquecimento global, prever o as condições meteorológicas é uma ciência, certamente nascida dos caiçaras e nativos... como o "caboclo" que sentia um nordeste quente e dizia: o tempo vai arruinar...
Tempo é uma questão de feeling e, antes disso, uma questão de gênero, isto mesmo: gênero; explico: eu costumo dizer que aquela chuva fina não é chuva, é amostra grátis... já para as mulheres é chuva mesmo! viu como é uma questão de gênero?!!!! rsrsrs!
Sempre que saímos, antes minha mulher pergunta: vai chover? resposta: nada!
- Nada é quanto?
- Ah! só 2 dedinhos...
- Em pé ou deitado?....
- só 2 milímetros....
Afinal, 2 milímetros é quanto de chuva?????
Obviamente que 2 mm é menos do que 8.... ;)
Costumo dizer que 2mm é chuva de molhar bobo... ditado mineiro.... é que você pensa que não vai molhar nada... mas depois de 1 hora você está ensopado... é uma variante daquele ditado: água mole em roupa seca, tanto pinga até que molha....
É simples: 2mm de chuva é a altura da lâmina dágua em 1 metro quadrado.
Vou transformar isso em volume pra gente ter uma ideia de quantos baldes dágua, se tantos, dão em 2mm de chuva... hummm, melhor transformar em litros... mas vamos lá! Calculando volume...
Volume= área da base X altura
mas tudo tem que estar em decímetro para que a resposta seja em litros
então
1 metro quadrado= 100 decímetros quadrados
2mm da altura dágua= 0,02 decímetros
volume=100 X 0,02= 2 decímetros cúbicos= 2 litros
Assim temos o seguinte cenário: se no período de 8 às 10 da manhã existe a previsão de cair 2 mm de chuva, você pode imaginar que São Pedro estará lá em cima com um litrão de cocacola cheio e que vai despejando devagar num chuveirão de 1 metro por 1 metro bem na tua cabeça durante 2 horas....
é ou não uma amostra grátis de chuva???
A propósito: se a previsão é de 4 mm de chuva, então serão 4 litros naquele chuveirão de 1 metro quadrado, se forem 5mm serão 5 litros e assim sucessivamente, ou seja, vc não precisa calcular nada: o que der na meteorologia em milímetros será a quantidade de litros que a nuvem vai despejar no teu enorme chuveirão naquele período de tempo.... fácil não???
Até a próxima chuva....
Quem sou eu
- Coisas de Barco
- Rio, Brazil
- Oi, eu sou um ilustre desconhecido da mídia náutica, não dei nenhuma volta ao mundo, o máximo que já fiz foi navegar umas 400 milhas entre o Rio e Ilha Bela e arredores num Veleiro pequeno. Minha intenção é facilitar o entendimento da navegação para todo aquele que suba à bordo de qualquer embarcação. Este é o primeiro passo antes de entrar em um Curso de Navegação antes de se submeter às provas da Capitania para Habilitação de Amador. Portanto, se você quer aprender algumas coisas sobre navegação de maneira simples, ou vez por outra cambar pra bombordo em alguma tentativa de poesia: Seja Bem Vindo à Bordo!!! elmoromao@gmail.com
31/03/2013
23/03/2013
Direto do blog do VeleiroMystic
Fiz um control "C" do blog do Lauro
Fico até "orgulhado" com o elogio... lendo assim de outras paginas até rio... como eu disse: Rio do verbo rir.... kkkk!!
Fico até "orgulhado" com o elogio... lendo assim de outras paginas até rio... como eu disse: Rio do verbo rir.... kkkk!!
Olá amigos,
Quando se fala em
velejar, qual prazer te satisfaz? Muito provavelmente a maioria de nós
vai imaginar um sonho normalmente distante, ou quase inatingível para
muitos velejadores - algo como um cruzeiro em alguma ilha paradisíaca,
uma volta ao mundo etc.
Às vezes, não nos
tocamos que, guardadas as devidas proporções, estar a bordo aqui, ali,
ou lá, é praticamente a mesma coisa. O barco é o mesmo, os equipamentos
idem... Em alguns casos, estar a bordo perto de casa pode até ter suas
vantagens.
Numa manhã ensolarada de
um dia desses, estava sentado na beira do cais do meu clube, observando
alguns veleiros serenamente adormecidos em suas poitas, quando, de um
deles - o Araken, sai o Elmo e dá uma baita espreguiçada. Ele pegou o
botinho e veio ao meu encontro, me dar bom dia:
- Elmo, o que você tá fazendo aí a essa hora? - perguntei.
- Ué? Dormindo a bordo. - ele retrucou...
Lembrei que o Elmo e sua
esposa costumam passar o final de semana a bordo com uma certa
frequência ali mesmo, na poita, em frente ao clube. Normalmente eles
saem para uma velejada pelas redondezas, mas sempre retornam à poita.
Lembrei, também, que eu mesmo já havia feito algumas poucas vezes, esse
"passeio". No meu caso, quase sempre pernoitava na minha poita quando
desejava sair muito cedo no dia seguinte para algum lugar. Mas esse não
era o objetivo do Elmo.
Bem, como achei uma
sacada legal esse aproveitamento que ele e sua esposa dão ao barco,
resolvi ouvir dele o que pensa sobre essa forma de curtir o barco. Segue
abaixo o sempre bem humorado e perspicaz texto do nosso amigo
cruzeirista:
"Velejar é uma das poucas artes que exige algumas doses de um pouco de tudo...
A maioria dos meus amigos
velejadores gostam mesmo é de uma boa dose de adrenalina e uma sede
medonha (é porque vez por outra todos de um barco e de outro gritam por
água). É incrível ver os
barcos se aproximarem (espera-se que joguem um pra o outro os embornais
repletos do tal líquido), cascos quase se tocam e o grito de água
aumenta, mas nada ocorre. Quer dizer: somente uma xingação, quase beirando ao xingamento, eclode no ar!
Às vezes tenho a plena certeza de que nenhum deles aprendeu os
ensinamentos do RIPEAM. Certamente não manobrariam assim tão perto uns
dos outros... Tenho certeza que, num veleiro, as idades diminuem.
Parecem adolescentes... tanto no riso (entenda que é com "S", pois se
fosse um "Z" a situação não estaria pra tantas risadas) quanto
nos impropérios!!!
Rio do verbo rir..
Velejar exige o riso como condição "sine qua non" da felicidade
intrínseca do velejo, posto que o importante (a menos que esteja em
regata) não é chegar, mas o processo, que poderá ou não também exigir um
rizo... a menos que o tempo esteja pra virar, ou a tua mulher esteja a
bordo e exija a horizontalidade da terra firme (que é vez por outra a
exigência da minha).
Velejar também exige uma certa dose de arte e outro tanto de ciência,
do contrário jamais chegaria a um porto qualquer... o abatimento,
consequência das correntes e ventos, te faria dar infinitas voltas no
planetinha até que o julgasse enorme, mas sem nunca se aperceber que
pequeno é você mesmo e seu barco nessa imensidão de água.
Velejar também exige um certa dose de proporção: a imensidão poderá
significar apenas 10 metros de água entre você e o cais... É por isso
que coloquei minha poita bem perto, pertinho do cais e isso tudo por
causa do clube que disponibiliza um botinho bem pequeno pra embarque,
com pouca borda livre e com uma afinidade medonha pra embarcar água
quando o vento sopra, mesmo que moderado.
Cruzeiro tem dessas proporções: não importa se a viagem entre a
cidade e o paraíso leve 12 horas (o paraíso mais perto é Ilha Grande) no
meio do nada, na visão do horizonte e a terra mais próxima, mas se você
estiver na cidade, o barco não pode ficar mais do que um passo do
madeirame cracorento do cais, culpa do botinho de fibra!
No sofrimento do botinho, vez por outra atraco meu barco atravessado
no cais. Antes consulto a tábua das marés pra saber se não vou encalhar,
e saber se poderemos tomar um banho farto na madrugada. Esta vida de
cruzeirista de cidade tem dessas coisas e desenvolvi esta técnica pra
convencer minha Imediata que tem verdadeiro horror ao botinho de fibra
em noite de "algum" vento.... coisas de cruzeirista de cidade!!! Rio de
novo, mas não rizo, porque o tal vento não é lá nada de força 3...
É assim que se forma um cruzeirista! Comece por um acampamento no
quintal, monte a barraca, mas tenha um chuveiro quente com secador de
cabelo à disposição; depois ponha a barraca no fundo do quintal, quase
rente ao muro, longe, muito longe de casa a ponto de exigir uma lanterna
no caminho do banheiro (é importante que a casa esteja de luz apagada);
depois vá pro barco e use minha poita (é pertinho do cais), mas se
esqueça da lanterna.... é assim que se forma umA cruzeirista: alguma
distância e uma lanterna, mas nunca use o botinho de fibra....
Cruzeirar exige alguns conhecimentos, um certo feeling sobre a mulher
amada, um conhecimento de Capitão e a decisão da Imediata!!!"
De fato, o Elmo costuma aproveitar bastante o barco dele, sem
necessariamente ter que preparar o barco com provisões, água,
combustível etc. Ainda que um estilo um tanto diferente dos anseios da
maioria dos velejadores, esse estilo do Elmo é bastante divertido e o
deixa tão ou mais em contato com o barco e com o mar que a maioria dos
demais velejadores.
É isso.
Até a próxima!!!
15/03/2013
Vamos perder nossa marina PÚBLICA na Glória!!!
vou ser muito breve:
vejam a matéria do link abaixo sobre "revitalização" privatista do patrimônio Público do aterro/marina da glória
no minuto 1:35 a mensagem é clara
a marina será aberta ao público EXCETO a área dos barcos
http://g1.globo.com/videos/ rio-de-janeiro/t/todos-os- videos/v/projeto-para- revitalizar-area-da-marina-da- gloria-provoca-polemica/ 2461394
Portanto, quem gosta de mar e entende que velejar ou pescar não é coisa de milionário vá ver a apresentação pública:
vejam a matéria do link abaixo sobre "revitalização" privatista do patrimônio Público do aterro/marina da glória
no minuto 1:35 a mensagem é clara
a marina será aberta ao público EXCETO a área dos barcos
http://g1.globo.com/videos/
Portanto, quem gosta de mar e entende que velejar ou pescar não é coisa de milionário vá ver a apresentação pública:
CAU/RJ e IAB-RJ promovem debate sobre o Projeto Rio Marina da Glória
O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ) e o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-RJ) convidam para a apresentação do projeto Rio Marina da Glória pelo seu autor, arquiteto Indio da Costa, no próximo dia 20 de março.. Na
ocasião, será debatido com arquitetos, urbanistas e demais
profissionais, as questões que envolvem um projeto de grande porte em
área pública, e suas consequências urbanísticas, paisagísticas e
ambiental. Este projeto foi solicitado pela REX, empresa de
desenvolvimento imobiliário do Grupo EBX, que detêm a concessão da
área, cujos representantes também estarão presentes. O encontro é
aberto ao público e será na sede do IAB-RJ. Este debate com as
entidades profissionais e a sociedade é fundamental para garantir a
transparência das ações de intervenção na paisagem da Cidade.
Palestra Projeto Rio Marina da Glória
Dia 20 de março
18h
IAB-RJ – Rua do Pinheiro, 10 – Flamengo.
Dia 20 de março
18h
IAB-RJ – Rua do Pinheiro, 10 – Flamengo.
07/03/2013
Às Mulheres
A minha inquietude sentia falta de abraçar e sentir corpinho tão frágil
brotado do meu ventre; queria ver meus olhos nos olhos dele, nos olhos dela,
mesmo que de sangue banhado do meu sangue, agora dele, ser vivente, também.
Tu choravas como quem lança no ar um grito de alerta: estou aqui, aqui!!!
Num anúncio de vida e dor do primeiro sopro de vida... eu mulher, dei a luz
e a luz que dei materializou você, que por ser vivo, ser vivente, chora...
chora tanto, de espanto, que bebe do ar da sala de parto, o que antes bebia
daquilo que de mim sorvias no ventre, transformado e transportado nas minhas, agora tuas, hemácias!!!
Vívido, nascido e afoito, te dou meu colo só pra te olhar nos olhos que ainda não veem
nem a mim e nem nada, somente clarões são tuas as infinitesimais primeiras lembranças,
clarões que já vistes quando te fiz no meu ventre... lembras?
Mulher tem dessas coisas,
dessas coisas de um misturado místico de dar fôlego e vida à criaturas brotadas do ventre
dessas coisas que só nós sabemos beber quando a noite cai e o ventre é outro
é ele quem bebe agora...
Mulher tem dessas coisas que iluminam o dia, um misto de mãe e outra de Mulher,
mas sempre Mulher!
Parabéns pelo Teu dia
brotado do meu ventre; queria ver meus olhos nos olhos dele, nos olhos dela,
mesmo que de sangue banhado do meu sangue, agora dele, ser vivente, também.
Tu choravas como quem lança no ar um grito de alerta: estou aqui, aqui!!!
Num anúncio de vida e dor do primeiro sopro de vida... eu mulher, dei a luz
e a luz que dei materializou você, que por ser vivo, ser vivente, chora...
chora tanto, de espanto, que bebe do ar da sala de parto, o que antes bebia
daquilo que de mim sorvias no ventre, transformado e transportado nas minhas, agora tuas, hemácias!!!
Vívido, nascido e afoito, te dou meu colo só pra te olhar nos olhos que ainda não veem
nem a mim e nem nada, somente clarões são tuas as infinitesimais primeiras lembranças,
clarões que já vistes quando te fiz no meu ventre... lembras?
Mulher tem dessas coisas,
dessas coisas de um misturado místico de dar fôlego e vida à criaturas brotadas do ventre
dessas coisas que só nós sabemos beber quando a noite cai e o ventre é outro
é ele quem bebe agora...
Mulher tem dessas coisas que iluminam o dia, um misto de mãe e outra de Mulher,
mas sempre Mulher!
Parabéns pelo Teu dia
27/02/2013
Chovia e Relampiava
Existe uma piadinha ótima pra estes dias de tempestade... é assim:
"chovia e relampiava"
Qual é o nome do pinto????
... pensem, pensem....
o nome do pinto é Relam...
porque o certo é: chovia e RELAMPEJAVA.....
kkkk!!!! não xinga não hein?!!!!
Os Monyanhistas usam um excelente expediente para através da observação calcular se os raios podem nos alcançar, às vezes se está numa situação em que é necessário marcar a direção da tempestade para traçar uma rota de fuga, isto é obervação pura e simples, mas como saber a que distância estão os raios sem utilizar radares e outros meios que não os olhos e ouvidos?
Essa é a questão aqui: pura física aplicada... primeiro se vê o clarão e tempo depois se ouve o trovão... isto é porque a luz se propaga muito mais rápido que o som; a regra é a seguinte:
1- se você vê o clarão mas não ouve o trovão é porque você está a mais de 20 Km da tempestade
2- no momento em que você vê o clarão conte os segundos até ouvir o trovão
3- divida por 3 o tempo medido
4- o resultado é a distância (em Km) da tempestade (com erro de 20%)
Espero sempre que você sempre veja os clarões... e não ouça os trovões
é isso! Grande Abraço
"chovia e relampiava"
Qual é o nome do pinto????
... pensem, pensem....
o nome do pinto é Relam...
porque o certo é: chovia e RELAMPEJAVA.....
kkkk!!!! não xinga não hein?!!!!
Os Monyanhistas usam um excelente expediente para através da observação calcular se os raios podem nos alcançar, às vezes se está numa situação em que é necessário marcar a direção da tempestade para traçar uma rota de fuga, isto é obervação pura e simples, mas como saber a que distância estão os raios sem utilizar radares e outros meios que não os olhos e ouvidos?
Essa é a questão aqui: pura física aplicada... primeiro se vê o clarão e tempo depois se ouve o trovão... isto é porque a luz se propaga muito mais rápido que o som; a regra é a seguinte:
1- se você vê o clarão mas não ouve o trovão é porque você está a mais de 20 Km da tempestade
2- no momento em que você vê o clarão conte os segundos até ouvir o trovão
3- divida por 3 o tempo medido
4- o resultado é a distância (em Km) da tempestade (com erro de 20%)
Espero sempre que você sempre veja os clarões... e não ouça os trovões
Assinar:
Postagens (Atom)