De todos os conteúdos postados aqui este é o que pode esclarecer a maior parte dos acidentes provocados pelo desconhecimento técnico na arte da navegação; antes de falar das possíveis catástrofes que o desconhecimento pode trazer vamos ver alguns conceitos básicos...
1- A bússola é um instrumento magnético que sempre aponta para o norte MAGNÉTICO do planeta terra, porém o magnetismo terrestre é VARIÁVEL a depender da região e ainda varia anualmente alguns minutos de grau
2- A variação magnética de alguns minutos pode representar um perigo no traçado de rumos que passam próximo a obstáculos e perigos à navegação
3- A carta náutica sempre apresenta rumos VERDADEIROS e NÃO magnéticos, portanto o erro entre plotar um rumo magnético na carta náutica sem as correções pode representar um perigo real, pois o erro pode chegar na casa dos 20 graus... credo!!!
4- O pólo norte verdadeiro, aquele que está representado na carta, não coincide com o pólo norte magnético
Imagine que você decidiu ir para Ilha Grande e alguém te disse que o rumo era de 240 graus e aí você setou o piloto automático para este rumo magnético a partir da ilha Rasa na boca da baía da Guanabara e mandou ver no motor pra chegar bem rapidinho... você marcou uma reta na carta náutica passando a uns 300 metros da laje da Marambaia... com um erro de 20 graus olha o que pode acontecer, veja a linha mais fina corrigida para o rumo verdadeiro e o rumo que você traçou na carta..... eu sinceramente gostaria de que você não fosse este Comandante....
Um erro de 20 graus pode representar centenas de metros ou milhas de diferença quando chegar perto do destino
De antemão me desculpe o desenho tosco...
Quem sou eu
- Coisas de Barco
- Rio, Brazil
- Oi, eu sou um ilustre desconhecido da mídia náutica, não dei nenhuma volta ao mundo, o máximo que já fiz foi navegar umas 400 milhas entre o Rio e Ilha Bela e arredores num Veleiro pequeno. Minha intenção é facilitar o entendimento da navegação para todo aquele que suba à bordo de qualquer embarcação. Este é o primeiro passo antes de entrar em um Curso de Navegação antes de se submeter às provas da Capitania para Habilitação de Amador. Portanto, se você quer aprender algumas coisas sobre navegação de maneira simples, ou vez por outra cambar pra bombordo em alguma tentativa de poesia: Seja Bem Vindo à Bordo!!! elmoromao@gmail.com
27/09/2010
22/09/2010
Meteorologia 3
Acirculação dos ventos obedece a padrões distintos no hemisfério norte e sul, ambos são contrários um do outro; iremos nos ater ao nosso hemisfério, hemisfério sul. Nas baixas pressões os ventos giram no sentido horário; nas altas o sentido é inverso, vejam as figuras:
Na alta pressão o vento gira no sentido anti horário; a alta pressão apresenta ar frio, a pressão é alta porque o ar frio desce, aumentando assim a pressão; na baixa pressão o ar quente e úmido sobe formando nuvens do tipo cumulus nimbus.
Se o ar frio desce aumentando a pressão e o ar quente sob diminuindo a pressão então significa que haverá circulação de ventos da área de alta pressão para a área de baixa pressão; o que reforça a máxima: área de baixa pressão apresenta ventos CONVERGENTES, ou seja: os ventos irão convergir para a área de baixa pressão, consequentemente a área de alta pressão apresentará ventos DIVERGENTES. Se você observar o vento de frente, pela proa do barco, a área de baixa estará SEMPRE à bombordo; esta regra pode ser muito útil para escapar de um mau tempo.
14/09/2010
Meteorologia 2
O barômetro mede a pressão atmosférica, que é a pressão que a coluna de ar faz na superfície terrestre, comumente chamamos de barômetro aneróide, não vamos entrar em detalhes, mas ele possui umas câmaras ocas onde a pressão comprime membranas finas de metal e indica a expansão ou compressão a depender respectivamente da diminuição ou aumento desta pressão. A informação isolada do barômetro por si só não tem muita serventia, o barômetro deve ser observado de hora em hora para que possamos traçar uma tendência, este é o motivo pelo qual ele possui um ponteiro móvel ajustável manualmente. Isto ficará mais claro à medida que avancemos no entendimento.
Vamos nos ater a nossa região, no caso no hemisfério sul, ou seja, do Equador (entenda-se: linha do Equador, linha imaginária que divide a terra em 2 hemisférios) para baixo, ou seja, da latitude 000 S até a latitude 900 S, ou seja, do Equador até o pólo Sul; isto porque o sentido de ventos e até correntes marinhas comportam-se de modos diferentes no pólo Norte, portanto destacaremos as diferenças ao longo do texto.
Recomendamos que habituem-se a olhar as cartas sinóticas da Meteoromarinha (http://www.mar.mil.br/dhn/dhn/index.html) para observar as tendências de deslocamento das baixas pressões de modo a se prevenir contra as frentes frias subindo a costa brasileira, ou então usar sua força para se deslocar mais rápido a depender de seu objetivo e, é claro, do porte de tua embarcação.
Para começar a entender o que é frente fria, o que é baixa ou alta pressão é preciso saber alguns conceitos. A baixa pressão acarreta em uma coluna de ar subindo, se o ar sobe faz menos pressão na superfície, se o ar desce aumenta a pressão. Se o ar sobe é porque está mais quente (igual ao funcionamento de um balão contendo ar quente aquecido por uma bucha incandescida – diga-se de passagem: é proibido soltar balões).
Se o ar subiu gerou baixa pressão, se o ar está quente condensou o ar frio que está longe da superfície, então teremos nuvens, então teremos vento, então gerará um fluxo de vento convergente e horário, vamos explorar mais isso na próxima postagem....
Abraço Grande!!!
Elmo
Vamos nos ater a nossa região, no caso no hemisfério sul, ou seja, do Equador (entenda-se: linha do Equador, linha imaginária que divide a terra em 2 hemisférios) para baixo, ou seja, da latitude 000 S até a latitude 900 S, ou seja, do Equador até o pólo Sul; isto porque o sentido de ventos e até correntes marinhas comportam-se de modos diferentes no pólo Norte, portanto destacaremos as diferenças ao longo do texto.
Recomendamos que habituem-se a olhar as cartas sinóticas da Meteoromarinha (http://www.mar.mil.br/dhn/dhn/index.html) para observar as tendências de deslocamento das baixas pressões de modo a se prevenir contra as frentes frias subindo a costa brasileira, ou então usar sua força para se deslocar mais rápido a depender de seu objetivo e, é claro, do porte de tua embarcação.
Para começar a entender o que é frente fria, o que é baixa ou alta pressão é preciso saber alguns conceitos. A baixa pressão acarreta em uma coluna de ar subindo, se o ar sobe faz menos pressão na superfície, se o ar desce aumenta a pressão. Se o ar sobe é porque está mais quente (igual ao funcionamento de um balão contendo ar quente aquecido por uma bucha incandescida – diga-se de passagem: é proibido soltar balões).
Se o ar subiu gerou baixa pressão, se o ar está quente condensou o ar frio que está longe da superfície, então teremos nuvens, então teremos vento, então gerará um fluxo de vento convergente e horário, vamos explorar mais isso na próxima postagem....
Abraço Grande!!!
Elmo
09/09/2010
Barco 2
Toda embarcação bóia, esta é uma condição definitiva, do contrário é um naufrágio ou casco sossobrado, se for este o caso você verá no mar uma bóia verde com a inscrição: CS. Casco sossobrado. Se olharmos a embarcação boiando água, notaremos que ela fica dividida em 2 partes a partir da linha d’água, ou linha de flutuação; uma parte submersa na água e outra fora dela. Como o mar possui peixes, algas e outras criatura a parte imersa na água é chamada de OBRAS VIVAS enquanto que a parte fora da água é chamada de OBRAS MORTAS.
Olhando-se apenas o casco em si, sem contar com superestruturas , o seu tamanho de baixo até em cima chama-se PONTAL.
Uma particularidade das obras mortas é a BORDA LIVRE, que é a parte do caso, somente do casco, que fica acima da linha dágua.
Já definimos algumas partes da embarcação considerando uma visão parcial; quando dizemos que algo está na popa poderá significar um espaço muito amplo, poderemos perguntar: do lado direito ou esquerdo da popa, ou da proa se for o caso; para resolver este problema surgem mais 2 termos dividindo um pouco mais o espaço. Na popa, parte de traz da embarcação temos 2 lados que são chamados de ALHETA, como o termo lado refere-se à boreste ou bombordo teremos a localização exata: ALHETA de BORESTE ou ALHETA de BOMBORDO.
No caso da proa teremos algo semelhante porém com as designações de BOCHECHA de BORESTE ou BOCHECHA de BOMBORDO.
Como não poderia ser diferente teremos também designações mais específicas para a meia nau, neste caso chamaremos de TRAVÉS, sendo TRAVÉS de BORESTE e TRAVÉS de BOMBORDO. Normalmente é nesta seção do barco onde encontramos a sua maior largura; Olhando-se de frente a embarcação a sua maior largura chama-se BOCA, quanto maior a boca maior conforto se dispõe à bordo. Se medirmos a distância de um lado ao outro da boca passando pelo fundo casco teremos uma outra medida chamada de CONTORNO, barcos que foram projetados para navegação em águas abrigadas possuem um contorno mais achatado, enquanto barcos para oceano, principalmente veleiros, possuem um contorno bem alongado e afinado no fundo para dar mais estabilidade.
Pronto! Já conhecemos cada nome das partes do CONVÉS. Convés? A parte de cima de uma embarcação onde podemos estar em contato com as condições atmosféricas, o céu, o vento e o mar. Uma particularidade deste espaço chama-se COCKPIT, que é um espaço do convés destinado ao comando da embarcação; ou seja, onde está o leme, a cana do leme ou em alguns modelos a roda de leme ou timão.
Vamos falar do leme no capítulo LEME!!! depois então, como você já sabe a nomenclatura das coisas vamos ir entrando em navegação... rumo, agulha, desvios, rumo, declinação magnética.... vai ficar bem interessante!!!!!!!!!
Abraço Grande!!! e Bons Ventos com estrelas à barlavento (por onde entra o vento na embarcação)
Olhando-se apenas o casco em si, sem contar com superestruturas , o seu tamanho de baixo até em cima chama-se PONTAL.
Uma particularidade das obras mortas é a BORDA LIVRE, que é a parte do caso, somente do casco, que fica acima da linha dágua.
Já definimos algumas partes da embarcação considerando uma visão parcial; quando dizemos que algo está na popa poderá significar um espaço muito amplo, poderemos perguntar: do lado direito ou esquerdo da popa, ou da proa se for o caso; para resolver este problema surgem mais 2 termos dividindo um pouco mais o espaço. Na popa, parte de traz da embarcação temos 2 lados que são chamados de ALHETA, como o termo lado refere-se à boreste ou bombordo teremos a localização exata: ALHETA de BORESTE ou ALHETA de BOMBORDO.
No caso da proa teremos algo semelhante porém com as designações de BOCHECHA de BORESTE ou BOCHECHA de BOMBORDO.
Como não poderia ser diferente teremos também designações mais específicas para a meia nau, neste caso chamaremos de TRAVÉS, sendo TRAVÉS de BORESTE e TRAVÉS de BOMBORDO. Normalmente é nesta seção do barco onde encontramos a sua maior largura; Olhando-se de frente a embarcação a sua maior largura chama-se BOCA, quanto maior a boca maior conforto se dispõe à bordo. Se medirmos a distância de um lado ao outro da boca passando pelo fundo casco teremos uma outra medida chamada de CONTORNO, barcos que foram projetados para navegação em águas abrigadas possuem um contorno mais achatado, enquanto barcos para oceano, principalmente veleiros, possuem um contorno bem alongado e afinado no fundo para dar mais estabilidade.
Pronto! Já conhecemos cada nome das partes do CONVÉS. Convés? A parte de cima de uma embarcação onde podemos estar em contato com as condições atmosféricas, o céu, o vento e o mar. Uma particularidade deste espaço chama-se COCKPIT, que é um espaço do convés destinado ao comando da embarcação; ou seja, onde está o leme, a cana do leme ou em alguns modelos a roda de leme ou timão.
Vamos falar do leme no capítulo LEME!!! depois então, como você já sabe a nomenclatura das coisas vamos ir entrando em navegação... rumo, agulha, desvios, rumo, declinação magnética.... vai ficar bem interessante!!!!!!!!!
Abraço Grande!!! e Bons Ventos com estrelas à barlavento (por onde entra o vento na embarcação)
04/09/2010
Meteorologia 1
A proposta aqui não é formar Meteorologistas, até porque não o sou, mas no fundo temos muito que aprender com o seu Asdrubal Salomé que sempre falava do vento quente de Noroeste... eu disse noroeste? E você sabe em que direção é noroeste? Nem o Norte? Credo!
Mas vamos lá, afinal este é o nosso propósito!!! O norte (N) é a direção superior de toda carta náutica, é como olhar o mapa do Brasil, o norte é pra cima, consequentemente o sul (S) é pra baixo, onde fica São Paulo, Rio Grande do Sul... o leste (E) fica no mar à direita, onde estão as plataformas de petróleo; o interior do país fica pra oeste (W); então o noroeste (NW) fica entre o norte e o oeste... assim teremos: nordeste (NE) entre o norte e o leste; sudoeste (SW) entre o sul e o oeste; sudeste (SE) entre o sul e o leste. Consegui colar uma imagem... uêba!!!!
Lembre-se: se vc estiver vendo o sol nascer o sul estará a sua direita; agora que vc já sabe se localizar vamos ao “tempo”, pois sem esse conhecimento básico vc poderá estar em apuros quando tiver que fugir de um ciclone... não se desespere, o “tempo” nesta latitude do Rio é sempre bem camarada; isto porque o planeta possui alguns regimes de vento, pressão e temperatura que são globais e assim com alguma observação, feito o seu Asdrúbal, conseguiu-se mapear algumas leis planetárias, do nosso planeta Terra! Quer ver uma: no nordeste, Ceará e adjacências quase sempre venta na mesma direção... é verdade; o nosso planeta possui alguns regimes de vento que são globais e possuem comportamento previsível e constante, ou quase! Perto da costa norte-nordeste os ventos sempre sopram de Sudeste (SE) em relação à linha do Equador (linha imaginária que divide a terra em 2 hemisférios), este vento global chama-se Alísios e no hemisfério norte, acima do Equador ele sopra na direção complementar: sopra de nordeste (NE)
Aqui vamos precisar de outros conceitos para entender a pressão atmosférica, falaremos do barômetro, mas isto fica para o próximo episódio
Mas vamos lá, afinal este é o nosso propósito!!! O norte (N) é a direção superior de toda carta náutica, é como olhar o mapa do Brasil, o norte é pra cima, consequentemente o sul (S) é pra baixo, onde fica São Paulo, Rio Grande do Sul... o leste (E) fica no mar à direita, onde estão as plataformas de petróleo; o interior do país fica pra oeste (W); então o noroeste (NW) fica entre o norte e o oeste... assim teremos: nordeste (NE) entre o norte e o leste; sudoeste (SW) entre o sul e o oeste; sudeste (SE) entre o sul e o leste. Consegui colar uma imagem... uêba!!!!
Lembre-se: se vc estiver vendo o sol nascer o sul estará a sua direita; agora que vc já sabe se localizar vamos ao “tempo”, pois sem esse conhecimento básico vc poderá estar em apuros quando tiver que fugir de um ciclone... não se desespere, o “tempo” nesta latitude do Rio é sempre bem camarada; isto porque o planeta possui alguns regimes de vento, pressão e temperatura que são globais e assim com alguma observação, feito o seu Asdrúbal, conseguiu-se mapear algumas leis planetárias, do nosso planeta Terra! Quer ver uma: no nordeste, Ceará e adjacências quase sempre venta na mesma direção... é verdade; o nosso planeta possui alguns regimes de vento que são globais e possuem comportamento previsível e constante, ou quase! Perto da costa norte-nordeste os ventos sempre sopram de Sudeste (SE) em relação à linha do Equador (linha imaginária que divide a terra em 2 hemisférios), este vento global chama-se Alísios e no hemisfério norte, acima do Equador ele sopra na direção complementar: sopra de nordeste (NE)
Aqui vamos precisar de outros conceitos para entender a pressão atmosférica, falaremos do barômetro, mas isto fica para o próximo episódio
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